A História do Tambor

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Àyàn ou Inhã – Foto do Livro Tamboreiros de Nação, mostra o saudoso babalorixá e tamboreiro Ademar de Ogum da Nação Ijexá.

Esta parte do site xangosol, fala um pouco da história do Tambor, este utilizado em quase todas as obrigações de nação do assentamento do Orixá ao ritual fúnebre ao qual todo iniciado se submete na vida e na partida para o orum. Acima mostramos um famoso Babalorixá e Tamboreiro do Rio Grande do Sul chamado de Ademar de Ogum de posse de uma Inhã ou Ayan; e abaixo o mesmo instrumento utilizado na Nigéria.
Tambor é um dos membrafones, ou um instrumento que é tocado em uma membrana esticada. É constituído de um corpo, ou uma peça oca, e um pedaço de pele de animal, geralmente os que são usados nos sacrifícios rituais para os Orixás. Cravelhas ou pinos, chamados de brincos pelos antigos, colocados em volta do couro, com o esticar das cordas servem para apertar ou liberar a pressão sobre o couro e afetar o som. Enquanto a maioria das pessoas pode pensar que o som é produzido no corpo do tambor, o som é realmente produzido pelo couro e sua vibração. O som pode ser alterado pela quantidade de tensão no couro, ou pela forma como ele é esticado sobre o corpo do tambor. Os mais antigos tambores provavelmente foram escavadas secções de troncos de árvore, com um pedaço de pele de animal ao longo do topo.

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Ayan ou Inhãm – Foto Nigéria


Tambores ancestrais foram descobertos em quase toda parte do mundo. O mais antigo tambor registrado é de 6000 AC. Ruínas da Mesopotâmia contem pequenos tambores cilíndricos que são antigas como 3000 AC. Em antigos túmulos egípcios acharam tambores utilizados para cerimônias. Várias cavernas no Peru contem marcas nas paredes retratando tambores em vários aspectos da vida social. Suspeita-se que tambores indígenas do Oriente Médio datam 5000 AC. Índios americanos usaram uma serie de tambores de madeira que nos dias de hoje ainda são usados em certas cerimônias.
Em certas partes da África os tambores são usados para muitos propósitos religiosos, são venerados como entidade. Nas linhas abstratas de raciocínio oral, histórico, mitológico e antológico yorubá, acredita-se que Àyàn ou Inhãn seja o nome do primeiro baterista dos yorubás, e após sua morte foi considerado o deus dos tambores: Orixá Àyàn.
Na antiguidade os tambores africanos eram esculpidos em madeira, e o Orixá Àyàn prefere, particularmente que seja da árvore igi òm ( cordia melleni ). Por causa de sua posição como divindade padroeira dos tambores, que por extensão é usada para acompanhar ritos sagrados em homenagem a praticamente todos os orixás yorubás , mas pertence exclusivamente à Xangô, Àyàn ou Inhãn é o seu porta voz.
Nos festivais tradicionais yorubás, nas apresentações rituais e nas práticas religiosas em geral, o papel do Àyàn, o tambor falante, cuja batida imita e codifica a linguagem natural yorubá é enfatizada demais. Não há como celebrar nada sem o toque do tambor, tanto no culto à Orixá como também no culto à Egum.
Existem mitologias diferentes em relação ao Orixá Àyàn, mas em alguns estudos feitos na Nigéria de onde provêm as nações Oyó e Ijexá, conclui-se que Inhã ou Àyàn seria um dos ferreiros que trabalhava na oficina de Obatala. Este astuto ferreiro foi encontrado usando metal na oficina para produzir sons de instrumentos. Ele inventou instrumentos de som com metal e ferro na oficina de Obatala antes da invenção do tambor feito de árvore. Ele teve ajuda de Obatala para inventar o tambor da árvore igi omon; se tornou o primeiro baterista e instrutor dos tambores; ele tocou para o primeiro rei de Ifé; treinou muitos bateristas masculinos e femininos. Após sua morte se divinizou e passou a ser cultuado como Orixá patrono dos tambores.
O tambor inhã ou Àyàn usado principalmente, nas nações Oyó e Ijexá aqui no Rio Grande do Sul, são confeccionados de latão galvanizado, possuem medidas padrão e recebe rituais específicos. Na nação Ijexá só pode tocar Inhã pessoas que passam por rituais de preparação junto com o tambor.
Os Alabês, Tamboreiros, Ogan do tambor, Abatazeiros, Abatás, seja qual for a denominação, os responsáveis pelos tambores são chamados Os Onilus, é impressionante e admirável a preparação destes “maestros dos Orixás” para a liturgia das religiões afro brasileira. Todos os tambores são sagrados na cultura yorubá, com rituais secretos para sua construção, preparação e iniciação daqueles que irão tocá-los.
Nestes rituais, o iniciado recebe a força espiritual necessária para tocar os tambores de forma correta, para que possam chamar nossos Orixás em qualquer cerimônia. O tambor Àyán ou Inhã tem a assinatura de Xangô, adorado pelos antigos sacerdotes africanos, e portanto, considerado como o orixá da bateria e da música. Instrumentos como tambor Bata, Sekere, gangan, Agahu, dundun, Djembe etc. são estritamente ligados a rituais e eventos cerimoniais. É tradicionalmente obrigatório apaziguar Àyàn pois é dotado de forças visíveis e invisíveis, seu uso é restrito ao terreiro só podendo sair com a morte do sacerdote, se o terreiro não tiver continuidade.Adicionar bloco

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